
Tão diferente do signo tão fogoso que o precede, o signo de Virgem é um signo de Terra, negativo, estéril, humano e governado pelo planeta Mercúrio. Mercúrio rege o intelecto concreto, o raciocínio. Mas diferentemente do signo de Gêmeos, também regido por ele, este é um Mercúrio/Terra, pé no chão.
Os virginianos são geralmente pessoas devotadas, trabalhadoras, verdadeiras formiguinhas da natureza, sempre prontas a ajudar. Não é um signo fácil pois simboliza o trabalho subalterno, a classe operária, os trabalhos ligados à hospitais e saúde pública, muitas vezes aos laboratórios de pesquisa. De fato o virginiano tem um intelecto concreto muito privilegiado e é capaz de trabalhos minuciosos e laboriosos, brilhantes eu diria. O signo de Virgem rege os animais domésticos e não é raro termos veterinários deste signo, assim como médicos de medicina geral.
Suas qualidades são a interiorizarão, a adaptabilidade (esta talvez menos que os gêminianos), a aptidão para cálculos e análise. Tem muito senso lógico e discernimento e um espírito prático. São eficientes, práticos e engenhosos para fazerem o seu trabalho com muita responsabilidade, sem precisar ser cobrados.
Mas, como nada é perfeito, sendo eles pessoas excessivamente preocupados com a perfeição, se tornam as vezes chatos, "cri-cri", detalhistas ao extremo, sempre prontos a criticar os defeitos dos outros, exagerando no detalhe e nas minúcias, colocando ‘etiquetas’ em tudo! Podem ser também excessivamente preocupados com as doenças e a higiene, esterilizando tudo o que tocam, e desta maneira estarão mais sujeitos às doenças do que os outros, exatamente por causa da ausência de anticorpos! Suas cozinhas, e banheiros, parecem verdadeiros laboratórios de tão limpas! Os armários então? Nem se fala…Não suportam a bagunça!
O signo de Virgem e o Amor
Virgo lida com o amor de forma cuidadosa e reservada.
Não há nada que mais possa desconjuntar sua rotina e metas de vida do que os descompassos da paixão.
Pois como em tudo a que se dedica, nos assuntos do amor, Virgo busca a solidez e durabilidade de relacionamento.
Por trás de uma postura aparentemente dogmática e conservadora, Virgem em matéria de sentimentalismo é uma manteiga derretida.
Quando se apaixona, dedica-se de corpo, alma, mente , imaginação e ainda inventa algo mais.
É um mergulho só no interminável mar de suas emoções coloridas.
A Origem do Signo Virgem
O Rapto de Perséfone
Deméter (Ceres), deusa dos campos dourados, que trabalhava incessantemente junto aos homens, ensinando-lhes o plantio e a colheita de trigo, tinha uma filha chamada Perséfone (Proserpína), uma jovem virgem adolescente com os cabelos dourados como os raios de Sol. Sua mãe, Deméter, a incumbia de colher ramos de trigo em um campo separado dos outros, preservando-a do contato com os homens. No mundo subterrâneo habitava um deus chamado Hades (Plutão), senhor dos infernos e do mundo dos mortos. Em uma de suas passagens pela superfície, Hades avista Perséfone nos campos de trigo e se apaixona imensamente por ela. Indo em sua direção, agarra-a pelos cabelos e a coloca em sua carruagem negra puxada por cavalos negros que soltavam chamas verdes das ventas. A terra se abre num terremoto e Hades rapta Perséfone, levando-a ao seu reino nas profundezas.
Lá, amarrando-a em sua cama, a estupra dezenas de vezes. Na superfície, ao fim de mais um dia de trabalho, Deméter percebe o desaparecimento de sua filha e, desesperada gritava seu nome pelos campos. Depois de nove dias e nove noites, desiludida e cheia de dor, Deméter torna-se estéril e a vegetação sob seu domínio responde da mesma maneira, tornando a terra infértil e árida, trazendo a fome e a desolação aos homens. No Olimpo, Zeus (Júpiter), irmão de Hades, que tinha assistido a tudo, resolve intervir, chamando Hermes (Mercúrio) para ir até as profundezas para convencer Hades a libertar Perséfone. Somente ele tinha condições de entrar nos infernos por possuir a palavra sagrada impronunciável que abria os portais do mundo dos mortos. Sendo o deus da palavra ele havia um dia conseguido escutar esta senha e a repetir, tendo livre acesso ao reino de Hades. Indo até lá e encontrando Hades, surpreende-se. Ao tentar convencê-lo a libertar Perséfone, Hades diz que ele poderia levá-la a qualquer instante.
Sua surpresa maior foi pelo fato de que Perséfone se recusava a voltar à superfície. Após ter conhecido o prazer e ter se sentido fértil, conhecendo os frutos da romãzeira dados por seu esposo Hades, que a deixara uma mulher exuberante e madura, negava-se a sair de lá, local onde tinha se transformado e tido contato com o outro lado da vida e se apaixonado por seu amo e senhor. Hermes leva a questão a Zeus, que percebendo não poder interferir nas questões do amor entre ela e seu irmão, profere uma sábia sentença : Perséfone não se separaria de Hades, que tanto amava, mas não poderia deixar sua mãe que, triste, não permitia a terra produzir alimento aos homens. Decide então que ela passaria nove meses na superfície, junto a sua mãe Deméter, período de florescência, maturação e colheita. No período invernal, nos três meses seguintes, enquanto a terra dormia, passaria em companhia de seu esposo Hades. Perséfone deveria realizar este serviço imposto, tomando consciência de que serviria ao esposo, dando-lhe prazer e recebendo amor, mas que também serviria à terra, à mãe e à natureza.
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